♦ Mesmo sem medidas de estímulo concretas, o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke agradou os mercados internacionais e o bom humor chegou à Bovespa. Porém, as ações do setor elétrico e de Petrobras caíram e imputaram perdas aos negócios locais, pelo terceiro dia seguido. Alguns ajustes na carteira do índice à vista, que muda nesta semana, também trouxeram um pouco de volatilidade. Apesar disso, agosto terminou com valorização, pelo segundo mês seguido – o quarto em oito meses do ano.
♦ O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira com queda de 0,34%, aos 57.061 pontos. No mês, a alta acumulada foi de 1,72% e, no ano, de 0,54%. Mais cedo, o pregão foi marcado pela volatilidade, com os investidores digerindo as declarações do presidente do Fed, Bem Bernanke, no simpósio de Jackson Hole (EUA). Na máxima, o índice à vista alcançou 57.835 pontos (em alta de 1,01%) e na mínima caiu aos 56.719 pontos (em queda de 0,94%).
♦ O volume financeiro negociado foi de R$ 10,156 bilhões (dados preliminares), inflado pelos ajustes na carteira do Ibovespa, que muda a partir desta segunda-feira.
♦ Embora não tenha trazido novidades concretas, Bernanke manteve a perspectiva de que o banco central norteamericano pode injetar liquidez no mercado em um futuro próximo. Foi o que animou as bolsas de Nova York, que fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,69%, o S&P 500, +0,51% e o Nasdaq, +0,60%.
♦ Internamente, as ações do setor elétrico recuaram em função da Medida Provisória 577, editada quinta-feira, lançando dúvidas sobre as concessões do setor.
♦ Entre as blue chips, Petrobras renovou as mínimas no fim dos negócios e encerrou em queda de 1,89% nos papéis ON e de 1,38% nos PN. Vale, por outro lado, recuperou parte das perdas da semana, ao subir 2,99%, na máxima do dia, nas ações ON, e 2,66% nas PNA.
♦ O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, participa hoje de reunião do Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu em Bruxelas. O encontro está marcado para 10h30 (horário de Brasília).
♦ Já a agenda do restante da semana está recheada de indicadores importantes. Entre eles, saem na quarta-feira índices de atividade do setor de serviços na zona do euro e em alguns dos principais países da região. Na quinta-feira, dia 6, a zona do euro divulga a primeira revisão do PIB do segundo trimestre. Também na quinta-feira, o BCE encerra sua aguardada reunião de política monetária e pode anunciar incentivos à economia da região.
♦ No Brasil, o destaque do dia fica com a divulgação da balança comercial em agosto (15h). Segundo o AE Projeções, o mês deve ter fechado com superávit comercial de US$ 2,600 bilhões a US$ 3,750 bilhões em agosto. O dado deve refletir o impacto das greves dos funcionários federais, do tombo do preço do minério de ferro e da alta das commodities agrícolas.
♦ Na semana, a ata da última reunião do Copom, que será apresentada na quinta-feira, pode dar mais referências sobre a “maior parcimônia” recomendada pelo BC no comunicado emitido ao final do encontro realizado no dia 28 e 29 de agosto. Antes da ata, a produção industrial, com divulgação amanhã, e o IPCA e agosto, com anúncio na quarta-feira, movimentam a semana mais curta por causa do feriado.
♦ O Partido Democrata inicia amanhã sua convenção em Charlotte (Carolina do Norte). O presidente Barack Obama deve discursar para aceitar a candidatura à reeleição na quinta-feira, última dia do evento e véspera da divulgação do dado sobre o mercado de trabalho no país, um calcanhar de Aquiles para a volta da economia dos EUA ao seu ritmo potencial de crescimento.
♦ O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, medido pelo HSBC, caiu para 47,6 em agosto – o menor nível desde março de 2009 -ante 49,3 da leitura final de julho. Pela sondagem da Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês), o índice de atividade dos gerentes de compra do mesmo setor caiu para
49,2 em agosto, de 50,1 em julho, atingindo o menor nível em nove meses. Os dados ampliam a expectativa de que a China pode anunciar novas medidas de alívio.
♦ O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da Espanha, medido pelo Markit Economics, subiu para 44,0 em agosto ante 42,3 em julho. A despeito da melhora, este foi o 16º mês seguido em que o PMI ficou abaixo do ponto de equilíbrio de 50. A atividade manufatureira da Alemanha e da França, as duas maiores economias da zona do euro, se fortaleceram em agosto. O PMI industrial da Alemanha subiu de 43,0 em julho para 44,7 em agosto, e o da França aumentou de 43,4 para 46,0. Na Itália, o índice cedeu de 44,3 para 43,6. Todos os índices, porém, seguem em contração.
♦ Às 7h48,a Bolsa de Londres subia 0,62%; Paris, 0,54% e Frankfurt, 0,46%, com traders citando que os volumes de negócios estão cerca de 12,5% abaixo da média móvel de 20 dias. As ações da Nokia subia 4,5%, refletindo comentários positivos de analistas e expectativas favoráveis relacionadas aos resultados com a primeira linha de smartphones potencializada pelo novo sistema operacional Windows 8.
♦ O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse que colocar todos os bancos da zona do euro sob a supervisão do Banco Central Europeu (BCE) seria difícil. Segundo proposta da Comissão Europeia, o BCE deve criar uma agência para supervisionar todos os bancos em 17 nações da zona do euro, informou o Wall Street Journal na semana passada.
♦ As vendas domésticas de carros novos, caminhões e ônibus no Japão aumentaram 7,3% em agosto sobre igual mês do ano passado, avançando pelo 12º mês consecutivo. Mas o crescimento foi o mais lento em 11 meses, frustrando a expectativa de que a antecipação de compras com o fim de um benefício fiscal traria um ímpeto maior.
♦ A expectativa de que China e Estados Unidos possam adotar novas medidas de estímulo à economia conduziram os ganhos das bolsas asiáticas nesta segunda-feira.
♦ Após os fortes ganhos da sexta-feira, depois do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, em Jackson Hole, os contratos futuros de petróleo operam próximos da estabilidade tanto em Nova York quanto em Londres. Às 7h36, o WTI com vencimento em outubro caía 0,10%, a US$ 96,37 o barril, enquanto o Brent para outubro marcava US$ 114,57 (estável).
♦ O euro operava nesta segunda-feira perto da estabilidade ante o dólar. Às 7h40, a moeda europeia marcava US$ 1,2572, ante US$ 1,2574 do fim da tarde de sexta-feira. Já o iene era cotado a 78,32 por dólar, ante 78,38 por dólar de sexta-feira.
Mercado hoje: Dados econômicos e discussões sobre crise no radar
2012-08-24
Por Josué Leonel e Felipe Frisch
24 de agosto (Bloomberg) — As ações europeias caem, ensaiando a 1ª perda semanal em 12 semanas, com receios sobre as economias dos EUA e China e com a falta de progressos na resolução da crise europeia. Commodities também recuam. Euro e dólar australiano cedem com aversão ao risco, enquanto líderes da Alemanha, França e Grécia discutem soluções para a crise.
A agenda do dia traz indicadores de confiança do consumidor no Brasil e de pedidos de bens duráveis nos EUA. Cesp foi elevada de BB- para BB pela S&P, enquanto Cruzeiro do Sul teve perspectiva colocada em negativa pela S&P.
Às 7:29, este era o desempenho dos principais índices:
*T
MSCI World -0,35% MSCI Asia Pacific -1,26%
Nikkei 225 -1,17% Shanghai SE Composite -0,99%
CAC 40 -0,29% FTSE 100 -0,15%
S&P 500 Future -0,05% Nasdaq 100 Future +0,02%
*T
Hoje a coluna de renda fixa mostra que os títulos da dívida da Tam SA estão disparando com apostas de investidores de que a controladora da empresa, a Latam Airlines Group SA, conseguirá se tornar a única companhia aérea de mercados emergentes a ter nota de crédito em grau de investimento.
Internacional: Ações, commodities e euro recuam
• As ações europeias caem, enquanto os índices futuros americanos oscilam perto da estabilidade, após dados desapontadores divulgados ontem nos EUA e com receios sobre os progressos insuficientes numa solução para a crise europeia.
• Dados divulgados ontem mostraram que o mercado de trabalho e a confiança do consumidor permanecem fracos nos EUA
• PIB Reino Unido 2T12 comp. anual: -0,5% X -0,8% no 1T12; est.-0,6%
• Chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Francois Hollande encontrarão o primeiro-ministro da Grécia hoje e amanhã para discutir o avanço das reformas
• Ações chinesas caíram com lucros abaixo do esperado de empresas e após a agência Xinhua informar que o governo estuda mais medidas para controlar o mercado imobiliário
• “Claramente, os dados econômicos têm sido bastante ruins”, disse Stephen Halmarick, chefe de pesquisa de mercados da Colonial First State Global Asset Management. “O rali parece ter sido um pouco mais devido a esperanças do que à realidade”.
• Samsung, maior fabricante de celulares do mundo, caiu 0,9% em Seul após um tribunal sul-coreano dizer que a companhia e sua rival Apple devem parar vendas de alguns modelos no país e pagar indenizações por infringir patentes uma da outra.
• Dólar se fortalece contra o euro e outras moedas; baixas lideradas por rand e peso mexicano
• Petróleo, cobre e outros metais recuam com receios sobre economia dos EUA, crise europeia e desaceleração da China
• Títulos do Tesouro americano sobem pelo 6º dia, reduzindo juros, com especulações de que o Fed ampliará os esforços para baixar os custos de financiamento já em setembro
• Rick Rieder, diretor de investimentos da BlackRock, disse que o Fed será “agressivo”, enquanto Bill Gross, da Pimco, disse que um plano de estímulos é quase certo
• Taxas das dívidas de Alemanha e França caem, enquanto as de Itália e Espanha sobem
Agenda do dia: Confiança aqui, bens duráveis nos EUA
Confiança do consumidor provavelmente ficou em 121,8 em agosto, contra 121,6 em julho, de acordo a previsão mediana na consulta da Bloomberg a quatro economistas. A Fundação Getulio Vargas divulga o indicador às 8:00.
PARA ACOMPANHAR:
• Odontoprev (ODPV3 BZ) faz reunião com analistas, às 8:00, em SP
• Ferbasa (FESA3 BZ) com analistas, às 8:00, em Belo Horizonte
GOVERNO:
• A presidente Dilma Rousseff tem reuniões com o presidente do conselho da Camargo Corrêa, Luiz Ortiz Nascimento, às 10:00, com o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, às 11:00, com o advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, às 15:00, com o Secretário do Tesouro, Arno Augustin, às 16:00 e com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, às 17:00
• Ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem reuniões em São Paulo • Presidente do BC, Alexandre Tombini, tem reuniões em Brasília
ECONOMIA:
*T
Indicador (horário) Período Expectativa Anterior
8:00 Conf. consum. FGV Brasil agosto 121,8 121,6
9:30 Pedido bens duráveis EUA julho 2,5% 1,3%
*T
Empresas em destaque: Brasil Brokers, Brasil Foods, Cesp
• Brasil Brokers (BBRK3 BZ) está completando o processo de due dilligence em duas empresas que pretende comprar como parte de sua estratégia de crescimento no mercado secundário de venda de imóveis.
• Brasil Foods (BRFS3 BZ) disse que Allan Toledo, ex-vice- presidente de atacado Banco do Brasil, será substituído no conselho por Heloisa Helena Silva de Oliveira
• Banco Pine (PINE4 BZ) tem perspectiva alterada para positiva por Moody’s. Perspectiva anterior era estável
• Cesp (CESP6 BZ) é elevada de BB- para BB pela S&P. Perspectiva é alterada de positiva para estável pela agência
• Cruzeiro do Sul (CZRS4 BZ) tem perspectiva colocada em negativa pela S&P. Standard & Poor’s vê redução da classificação para D com possível estresse na troca de controle ou liquidação
• AutoBAn, da CCR (CCRO3 BZ), pretende emitir R$ 950 mi em debêntures em 2 séries para vencer em 2017
• Porto Seguro elege Fábio Luchetti para substituir Jayme Brasil Garfinkel como presidente
• Marfrig (MRFG3 BZ): O plano da empresa de vender ativos para reduzir sua alavancagem está atraindo interesse do Blackstone Group LP, maior grupo de private equity do mundo, e da Tyson Foods Inc., maior processadora de carnes dos Estados Unidos, segundo três pessoas com envolvimento direto nas negociações.
Fechamento de ontem: Ibovespa cai com temor de contágio
• Ibovespa O Ibovespa encerrou em queda acompanhando as bolsas americanas, com temor de que a economia brasileira seja contaminada pelos recuos nas economias americana e chinesa.
IBOV: -1,46%, para 58.511,55 pontos
• Juros: Os juros futuros variaram entre a estabilidade e a alta nos contratos mais negociados e subiram nos prazos intermediários, com estimativas de taxa de desemprego mais baixa. DI Jan 2013: estável, em 7,31%. DI Jan 2014: +3 pontos- base, para 7,96%
• O impacto da inflação nos alimentos não preocupa técnicos do governo e do setor privado porque a atividade ainda está fraca, disse a colunista Claudia Safatle, do jornal Valor Econômico, sem dizer como obteve informações
• Ministro Guido Mantega disse que a economia do País está se recuperando e terá uma expansão “forte” no próximo ano.
• “A boa nova é que economia brasileira dá nítidos sinais de crescimento”, disse ele ontem em evento em São Paulo. “É possível prever um forte crescimento nos próximos anos e quiçá nas próximas décadas.”
• Para o ministro, que citou a recuperação do varejo e da produção industrial, o Brasil está se tornando um país “normal” em termos de política monetária.
• “O fato é que a confiança está voltando não só dos brasileiros, mas dos investidores estrangeiros”, disse ele.
• Câmbio: O dólar subiu ante o real, após dois dias de baixa, com maior aversão ao risco no exterior. Dólar: +0,37% em R$ 2,0238
• Mantega insistiu que os spreads bancários ainda precisam cair mais para estimular o consumo e a competitividade das empresas e destacou como vantagem para o País o nível atual do câmbio “Hoje temos um real mais competitivo. Há quatro meses o dólar está acima de R$ 2,00”, disse Mantega. “As exportações estão começando a reagir.”
♦A cautela imposta no exterior após dados negativos da China, Europa e Estados Unidos, levaram a Bovespa para o campo negativo e de volta para os 58 mil pontos. A queda das ações da Vale e da Petrobras também contribuíram
para o recuo do principal índice doméstico.
♦O Ibovespa encerrou com declínio de 1,46%, aos 58.511,55 pontos. Com isso, os ganhos no mês foram reduzidos para 4,30% e, no ano, para 3,10%. Na mínima do dia, o índice atingiu 58.145 pontos (-2,08%) e, na máxima 59.382 pontos (estável). O giro financeiro somou R$ 6,306 bilhões.
♦Internamente, Vale e Petrobras também sucumbiram às perdas. O papel ON da mineradora caiu 3,88%, enquanto o PNA recuou 3,17%. Segundo operadores, a queda é atribuída ao declínio no preço do minério de ferro no mercado internacional, que caiu para abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde dezembro de 2009. Hoje, o minério com teor de 62% de ferro importado no Porto de Tianjin, na China, está sendo cotado a cerca de US$ 99,6 a tonelada seca, o valor mais baixo desde o dia 07 de dezembro de 2009, quando o preço bateu US$ 98,7 a tonelada, conforme dados do
The Steel Index (TSI).
♦No exterior, os dados ruis da atividade industrial na China e na zona do euro, apagaram o otimismo da véspera em razão do Federal Reserve (Fed).
♦Nos EUA, as vendas de moradias novas em julho nos EUA vieram melhores que o esperado (alta de 3,6% ante previsão de 2,9%), mas não foram capazes de alterar o cenário, que também foi prejudicado pela fala presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, de que a situação da economia norte-americana não justifica uma nova rodada de afrouxamento quantitativo (QE3).
♦Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,88%, o S&P 500 perdeu 0,81% e o Nasdaq, -0,66%.
♦Os mercados abrem atentos à reunião da chanceler alemã, Merkel, com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, em Berlim, mas os investidores não cultivam a esperança de que haverá algum anúncio importante após o encontro. Um porta-voz da chancelaria alemã já disse que qualquer deliberação futura aos pleitos dos gregos virá só após o relatório da troica, mas os dois líderes deverão conceder entrevista à imprensa pela manhã.
♦As bolsas europeias e o euro recuam.
♦A próxima semana será a última das férias de verão no Hemisfério Norte e só no dia 31 de agosto, com o pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke, o mercado deve encontrar um eixo.
♦Nos negócios locais, declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostram que o governo manterá o empenho para assegurar um câmbio de R$ 2 para corrigir as mazelas competitivas da indústria nacional e minimizar o impacto da crise para os exportadores. A agenda do dia não tem dados de peso.
♦A Fundação Getúlio Vargas informou que o índice de confiança do consumidor caiu 1% em agosto ante julho.
♦Os futuros de Nova York operam em rumos distintos, mas ambos não se distanciam dos níveis de fechamento do dia anterior, quando dados e comentários de uma autoridade do Federal Reserve deram a desculpa para os investidores embolsarem lucros e imputarem as vendas mais fortes de ações em Wall Street em um mês. Às 7h35, o S&P 500 perdia 0,05%, enquanto o Nasdaq 100 futuro subia 0,04%.
♦O investimento estrangeiro direto na Índia em junho foi de US$ 1,24 bilhão, valor 78% inferior aos US$ 5,65 bilhões registrados no mesmo mês de 2011. Atrasos em reformas e a incerteza sobre a legislação tributária têm abalado a confiança dos investidores estrangeiros.
♦Os principais índices de ações da Ásia fecharam o dia em queda, influenciados pelas perdas verificadas ontem em Nova York. A Bolsa de Hong Kong sofreu com a realização de lucros e o índice Hang Seng caiu 1,3%, para 19.880,03 pontos. Na China, os índices tiveram o pior resultado em três anos, em meio a preocupações com a desaceleração econômica.
♦A Bolsa de Tóquio fechou o dia em baixa de 1,2%, aos 9.070,76 pontos, após a alta de 0,5% na sessão de quinta-feira.
♦Os contratos futuros de petróleo abriram o dia em baixa tanto em Nova York quanto em Londres. Às 7h28, o petróleo WTI era cotado a US$ 95,88 o barril, em baixa de 0,41%. Já o Brent caía 0,30% e era cotado a US$ 114,65 o barril.
♦A agenda bem tranquila de indicadores no Brasil e exterior pode
♦proporcionar uma sexta-feira de ressaca no mercado acionário doméstico, com os negócios à deriva em meio a um noticiário que tende a ser morno.
♦O setor siderúrgico deve seguir em evidência, depois que a CSN descartou ontem reajuste nos preços do aço. Uma das razões para os papéis terem subido nos últimos dias, segundo alguns profissionais, seria a especulação de algum aumento, agora descartado. O diretor comercial da companhia, Luis Fernando Martinez, informou que o objetivo da empresa é conquistar o espaço hoje ocupado pelas importações, que chegou a ocupar no ano passado a fatia de 25% da vendas de aço plano no Brasil.
♦O mercado também deve se voltar às blue chips, ainda mais se o dia se confirmar tranquilo. Vale vem recuando em agosto – em média, os papéis já caíram 6% – e pode haver alguma recuperação nesta sexta-feira. As ações, no entanto, vêm embutindo nos preços um cenário adverso, de queda do preço do minério, ociosidade nas siderúrgicas, desaceleração na China. Sem contar o imbróglio dos royalties da mineração, que ainda não chegou a um desfecho.
♦Sobre Petrobras, há novas declarações da presidente Graça Fostes. Em evento ontem na capital paulista, a executiva afirmou que a companhia segue com a proposta de buscar a convergência entre o preço dos combustíveis no Brasil e a cotação do petróleo no mercado internacional.
♦Os papéis da Cesp devem reagir à decisão da Standard & Poor’s, que elevou ontem os ratings atribuídos à empresa, incluindo seus ratings de crédito corporativo, de ‘BB-’ para ‘BB’ na escala global, e de ‘brA-’ para ‘brAA-’ na escala nacional. A perspectiva dos ratings é estável.
♦Cielo também pode ganhar atenção, depois que anunciou ontem que pagará proventos no montante de R$ 747,75 milhões, dos quais R$ 31,244 milhões (R$ 0,047758974 por ação) correspondem a juros sobre capital próprio e R$ 716,506 milhões (R$ 1,095220534 por ação) a dividendos. O pagamento será feito no dia 28 de setembro, com base na posição acionária de 13 de setembro.
♦Duas empresas têm encontro com analistas hoje, Copel, uma teleconferência às 15 horas, e Odontoprev, uma reunião com analistas às 8 horas, o que pode dar algum ritmo a seus papéis.
♦A Copel teve lucro líquido de R$ 184,941 milhões, desempenho 28,2% menor do que os R$ 257,483 milhões anotados em igual etapa de 2011. O Ebitda caiu 18,5% na comparação entre mesmos trimestres, para R$ 378,733 milhões, enquanto a receita somou R$ 2,031 bilhões (+10,3%).
♦Já a Odontoprev teve lucro de R$ 41,951 milhões no segundo trimestre desse ano, alta de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em entrevista À Agência Estado à época, o diretor de Relações com Investidores, José Roberto Pacheco, disse que a empresa tem como “prioridade número um” o crescimento orgânico, mas está atenta às oportunidades de compra.
Relatório Diário 23/08/2012
♦Após passar o dia predominantemente no negativo, a Bovespa conseguiu reverter esta tendência e migrar para o azul graças à indicação de que cresce dentro do Federal Reserve, o banco central norte-americano, o apoio a medidas de estímulo à economia do país, conforme sugeriu a ata da última reunião de política monetária do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), divulgada durante a tarde.
♦Reacesas as expectativas de uma terceira rodada de relaxamento uantitativo (QE3, na sigla em inglês), a volta do apetite por risco animou os negócios na Bolsa doméstica, o que deu fôlego às blue chips Petrobras e Vale, que interromperem a queda e passaram a subir.
♦Com o exterior em primeiro plano, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,79%, aos 59.380,76 pontos. Durante a jornada, o principal índice da Bolsa oscilou entre os 58.443 pontos (-0,81%), na mínima, e os 59.585 pontos (+1,13%), na máxima. No mês, a Bovespa acumula valorização de 5,85%, e, no ano, ganho de 4,63%. O volume negociado totalizou R$ 6,676 bilhões.
♦As ações ON da Petrobras registraram alta de 1,08%, e as PN, subiram 1,18%, acompanhando a valorização dos preços do petróleo no mercado internacional.
♦Os papéis da Vale também subiram, na esteira da maioria dos contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME). As ações ON avançaram 0,03%, e as PNA, apresentaram alta de 0,11%.
Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram sem direção comum, com o Dow Jones em queda de 0,23%, o S&P500 quase estável, a +0,02%, e o Nasdaq subindo 0,21%.
♦O otimismo em relação à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), divulgada ontem, garantiu hoje um impulso inicial para os principais índices de ações na Europa e para o euro ante o dólar, em meio à expectativa de que o banco central americano adotará novas medidas para estimular a economia.
♦Porém, os dados de atividade industrial no setor privado revelados na Ásia e na Europa desaceleraram os ganhos. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, medido pelo HSBC, recuou de julho para agosto e seguiu apontando contração da atividade, o que eleva as expectativas de que o país asiático pode acompanhar os EUA em uma possível injeção de liquidez.
♦Na Europa, o PMI alemão também mostrou recuo, enquanto os indicadores da França e da zona do euro, apesar de subirem, permaneceram no território negativo. Este cenário de preocupação com a atividade industrial privada não apaga os ganhos nos ativos de maior risco no exterior, mas traz dúvidas sobre o movimento dos mercados no restante do dia, principalmente diante de uma agenda carregada de indicadores nos EUA.
♦O petróleo avança tanto em Nova York quanto em Londres, ancorado na perspectiva de que o Fed vai agir. Em Nova York, os índices futuros estão em leve alta.
♦A divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos começa às 9h30, quando saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país. Às 10 horas, é a vez da leitura preliminar do índice de atividade industrial (gerentes de compras) do Markit. Às 11 horas, saem números sobre o setor imobiliário, como as vendas de moradias novas em julho e o índice de preços de moradias em junho.
♦A agenda econômica traz como destaque no Brasil a divulgação, às 9 horas pelo IBGE, da pesquisa mensal de emprego em julho. Levantamento do AE Projeções aponta para uma taxa de desemprego entre 5,50% e 6,00%, sem ajuste sazonal, com mediana de 5,80%. Pouco depois, às 10h30, o Banco Central publica a nota das contas do setor externo, referente ao mês passado, e a previsão é de um déficit nas transações correntes de US$ 1,7 bilhão a US$ 4,7 bilhões, com mediana negativa de US$ 3,715 bilhões.
♦As bolsas asiáticas fecharam em alta, a despeito dos números fracos do setor industrial chinês. A queda do PMI preliminar de agosto na China não foi amigável, nem terrível, e o impulso veio da aposta de medidas de estímulos econômicos pelo Fed e por Pequim em breve.
♦A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,5%, no maior fechamento desde 8 de maio. A Bolsa de Hong Kong avançou 1,2% e a da China ganhou 0,3%. A Bolsa de Seul cresceu 0,38% e a de Sydney encerrou com +0,18%.
♦Os yields dos bônus da Espanha e da Itália operam em alta nesta manhã, levando o retorno ao investidor dos títulos da Alemanha para níveis vistos pela última vez há dois anos. Mais cedo, no segmento de dois anos, o yield dos bônus espanhóis aumentava 19 pontos-base, para 3,57%, enquanto o italiano avançava 15 pontos-base, a 3,16%.
♦Com a quinta-feira recheada de indicadores, no Brasil e no exterior, o mercado acionário pode mais uma vez oscilar com os ventos da agenda macroeconômica. Mas a forte resistência nos 60 mil pontos é um ingrediente que pode dificultar o Ibovespa ir além, principalmente se não houver fluxo vigoroso – e noticiário igualmente – para estimular novas compras.
♦O mercado ficará atento à Vale. O presidente da empresa levará nesta quinta-feira ao conselho de administração da mineradora a proposta de acordo alinhavada com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) sobre a cobrança de royalties entre 1991 e 2007. A reunião do conselho irá acontecer em Moçambique, na África, onde a Vale tem uma unidade de produção de carvão.
♦O setor bancário também pode ficar em evidência, com destaque para Banco do Brasil e Cruzeiro do Sul. Neste último caso, ontem os credores externos do banco estiveram reunidos com representantes do HSBC e do Bank of America Merrill Lynch, que coordenam a oferta de compra dos bônus da instituição, mas a reunião causou frustração. Muitas perguntas ficaram sem resposta e os credores continuam se sentindo descriminados em relação a credores brasileiros, disse uma fonte de banco estrangeiro que esteve presente à reunião.
♦O FGC administra o banco desde a intervenção pelo Banco Central, em 4 de junho. No dia 14 de agosto, propôs recomprar compromissos com credores locais e externos com uma deságio médio de 50% para evitar a liquidação do banco. Mas o sucesso da operação depende da adesão de 90% dos credores e, ao mesmo tempo, de o FGC encontrar uma instituição disposta a comprá-lo.
♦Já as ações do Banco do Brasil podem repercutir as declarações do secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, de que os critérios de empréstimos do BB e da Caixa Econômica Federal são consistentes e conservadores.
♦Em seu balanço do segundo trimestre, o BB apresentou lucro líquido de R$ 3 bilhões, quase 10% menor do que no mesmo intervalo do ano passado. Os resultados, no geral, foram considerados positivos pelos analistas, mas eles mostraram preocupação justamente com a redução dos juros e das margens nos próximos trimestres.
♦Os papéis do Banco do Brasil caíram no dia da divulgação do seu balanço, em 14 de abril, 4,10%, para R$ 22,47. Mas desde então vêm se recuperando e, ontem, fecharam em R$ 23,45.
(PBN) Mercado hoje: Ibovespa cai com economia global; dólar avança
2012-08-23 16:28:30.430 GMT
Por Josué Leonel e Ney Hayashi
23 de agosto (Bloomberg) — O Ibovespa recua com o receio de que a perda de força da retomada da economia nos EUA e China atrapalhe a recuperação do Brasil. O dólar tem a 1ª alta em três dias com especulações de que o espaço de queda é limitado pelas ações do BC e após dado americano gerar aversão ao risco.
Juros futuros anularam baixa registrada mais cedo. Ações globais caem após dado de seguro-desemprego nos EUA subir mais que o esperado e com dúvidas dos investidores sobre se o Fed anunciará mais estímulos monetários. As commodities têm 4ª alta seguida.
Às 13:16, este era o desempenho dos principais índices:
*T
S&P 500 -0,68% Dow Jones -0,75%
Nasdaq -0,68% FTSE 100 +0,04% (fechado)
Ibovespa -1,10% BM&FBovespa Small Cap -0,80%
*T
Internacional: Bolsas caem; commodities e euro sobem
• Ações americanas caem com investidores avaliando se os bancos centrais vão aliviar a política monetária e após dado de emprego divulgado hoje nos EUA
• NOTA: Pedidos de seguro-desemprego 372.000 semana passada X 368.000 semana anterior; est. 365.000.
• Ações europeias caíram após o ministro alemão das finanças Wolfgang Schaeuble dizer que dar mais tempo para a Grécia cumprir suas obrigações não é a solução e que os credores “chegaram aos limites”.
• Petróleo sobe ao maior nível em 3 meses com especulações sobre estímulos monetários após divulgação ontem da ata do Fed e dados na Europa e China mostrando desaceleração econômica
• Cobre e outros metais também sobem, com ouro no maior nível em
16 semanas.
• Euro sobe pelo 4º dia ante o dólar, que cai contra a maioria das principais moedas
• Rendimentos dos títulos dos tesouros dos EUA caem após dados de seguro-desemprego mostrarem mercado de trabalho fraco.
• Taxas da Alemanha, França e Reino Unido também recuam e as da Itália e Espanha sobem
Bolsa: Ibovespa cai e anula ganho do dia anterior
• Ibovespa cai com os sinais de que o crescimento dos EUA e China pode estar falhando, o que reacende receios de que a desaceleração global pode afetar a recuperação do Brasil
• HGTX3 cai após o Itaú BBA rebaixar sua recomendação para o equivalente a manutenção
• GGBR4 cai e caminha para o nível mais baixo em 2 semanas após ser rebaixada ao equivalente a manutenção pelo BTG Pactual
Juros: DI reverte baixa e sobe na maioria dos contratos
• DI jan/13 estável em 7,31%; DI jan/14 sobe 1 ponto, para 7,94%, às 13:26
• Ontem, juros futuros subiram após ata do Fed indicar probabilidade de estímulos à economia americana, o que poderia favorecer o crescimento mundial e reduzir o espaço para cortes da Selic, e com IPCA-15 acima das estimativas
• NOTA: IPC-S até 22 ago. 0,34% X 0,39% no período anterior; est. 0,36%
Câmbio: Dólar sobe após dado negativo nos EUA
• Dólar sobe 0,4%, a R$ 2,0245, após atuação do BC com swap reverso nesta semana reforçar ideia de banda cambial entre R$ 2 e R$ 2,1
• O dólar abriu em alta antes do dado americano com a aposta de que o real tem pouco espaço de apreciação após o BC ter feito leilão de swap reverso nesta semana, reforçando ideia de que há uma banda informal no câmbio, disse José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença DTVM Ltda, em entrevista de São Paulo
• “O BC deixou claro que não vai deixar o dólar cair abaixo de R$ 2, e isso está estimulando compras”
Livre do vencimento de opções sobre ações, a Bovespa reverteu a queda verificada no início da tarde e passou para o campo positivo, onde se manteve até o final dos negócios. A alta das ações da Vale e da Petrobras, que tiveram grande volatilidade ao longo da manhã, ajudaram a puxar o índice para cima. Além disso, a desaceleração da queda das bolsas em Nova York também contribuiu para o movimento.
♦ Com isso, o Ibovespa encerrou com ganho de 0,34%, aos 59.283,09 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.629 pontos (-0,77%) e, na máxima, 59.462 pontos (+0,64%). No mês, o ganho foi ampliado para 5,68% e, no ano, +4,46%. O giro financeiro ficou em R$ 9,874 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações. Segundo dados preliminares BM&FBovespa, o exercício movimentou hoje R$ 3,978 bilhões.
♦ Já Vale ON avançou 1,99% e a PNA, +1,89%. Na semana passada, a mineradora foi bem penalizada em razão da queda do preço do minério, pela preocupação com o ritmo de crescimento da China, e também por questões jurídicas que envolvem a companhia.
♦ As siderúrgicas terminaram sem direção única. Gerdau PN e Metalúrgica Gerdau recuaram 2,21% e 1,75%. Já Usiminas e Siderúrgica Nacional subiram 0,75% e 3,10%, respectivamente.
♦ Mais uma vez, as construtoras figuraram entre os destaques de alta do índice. Gafisa 5,69%, Rosi Residencial 5,11% e Brookfield 3,96%.
♦ Já o lado negativo foi comandado por OI PN e ON, com recuos de 4,75% e 3,42%. Na sexta-feira, a Moody’s colocou os ratings da Oi em revisão para possível rebaixamento, segundo comunicado divulgado à imprensa.
♦ No exterior, a informação de que o Banco Central Europeu (BCE) considera intervir nos mercados de títulos, para reduzir os yields (retornos ao investidor) da dívida de países em dificuldades na zona do euro, ajudou as bolsas europeias a abrirem em alta. No entanto, o BCE desmentiu a reportagem e as bolsas terminaram o dia em queda.
♦ Em Nova York, as bolsas registraram leve queda. O índice Dow Jones caiu 0,03%, o S&P 500 ficou estável (-0,00%) e o Nasdaq, -0,01%.
♦ Em dia de agenda econômica esvaziada ao redor do mundo, os investidores resolveram renovar o voto de confiança no Banco Central Europeu (BCE). A despeito de comentários do governo da Alemanha e do próprio BCE feitos ontem, o mercado financeiro segue acreditando que a autoridade monetária e os líderes europeus estão trabalhando, ainda que lentamente, em algum mecanismo capaz de contornar a delicada situação fiscal de países da zona do euro.
♦ Essa esperança sustenta as principais bolsas europeias e o euro, embalados ainda pelo resultado melhor que o esperado do leilão de bônus de curto prazo da Espanha. O Tesouro espanhol conseguiu vender acima do teto da faixa pretendida em títulos de 12 e 18 meses, a um custo de financiamento menor. Essa maior disposição ao risco também incita os ganhos em Wall Street e entre as commodities.
♦ Do outro lado do mundo, surge a expectativa de que a China possa estimular o consumo interno, diante da demanda mais fraca pelas exportações do país. Segundo um jornal estatal, Pequim estaria considerando a expansão do crédito entre os consumidores chineses para a compra de aparelhos domésticos, móveis e veículos a prazo.
♦ Aqui no Brasil, o governo ampliou ontem os itens desonerados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor moveleiro, adequando a lista que fica em vigor até o fim de setembro.
♦ A estimativa do Instituto Americano do Petróleo(API, na sigla em inglês) sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana passada é o grande destaque da agenda dos Estados Unidos nesta terça-feira. O dado sai às 17h30.
♦ Na safra de balanços, saem os resultados financeiros da Best Buy e da Dell. Já na Europa, na Ásia e no Brasil, a agenda econômica está esvaziada.
♦ Os índices futuros das Bolsas de Nova York apontam para um início de pregão positivo, diante do tom otimista dos mercados europeus. Às 7h35, o futuro do S&P 500 subia 0,22%. No mercado de bônus, o juro da T-note de 10 anos subia a 1,818%, de 1,812% no fim da tarde de ontem.
♦ As bolsas asiáticas fecharam sem direção definida, em razão das persistentes expectativas em relação à economia dos EUA e aos problemas da dívida soberana na Europa. A Bolsa de Tóquio caiu 0,2% e o volume de negociações seguiu fraco. A Bolsa de Hong Kong fechou praticamente estável, com baixa de 0,02%, enquanto o índice Xangai Composto subiu 0,5%. Já a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, cedeu 0,16%. Na Austrália, a Bolsa de Sydney atingiu a melhor pontuação em três meses e meio, ao fechar em alta de 0,44%. Não houve negociações na Indonésia, na Malásia e nas Filipinas por ser feriado.
♦ Em mais um dia de agenda esvaziada, a promessa é de um pregão de volume mais magro. E os olhos se voltam para a Vale. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o acordo entre a mineradora e o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) sobre o valor da cobrança da Compensação Financeira pela Exploração
Mineral (CFEM), conhecido como royalties da mineração, deve sair até setembro. De acordo com o ministro, as negociações continuam. Lobão não quis adiantar uma estimativa sobre o valor do acordo.
♦ Atenção ainda para Petrobras e sua presidente, que terá evento em Porto Alegre. Graça Foster fará o lançamento do Polo Naval do Jacuí, às 15 horas.
♦ Está prevista para esta terça-feira o julgamento, pela Comissão de Valores Mobiliários, dos acusados de uso de informações privilegiadas (“insider”) na negociação de papéis da Suzano Petroquímica por ocasião de sua venda à Petrobras, por R$ 2,7 bilhões, há mais de cinco anos. Além de oito investidores, cinco deles da mesma família Rzezinski, estão na mira da autarquia o Banco Prosper, a Prosper Gestão de Recursos, executivos, clubes e fundos de investimento ligados ao grupo. Mas ontem os funcionários da CVM anunciaram uma greve para esta terça-feira, que talvez adie o julgamento.
♦ Outro destaque é o Minerva Day, que pode resultar em alguma oscilação dos papéis a considerar o que for apresentado. A empresa vai comentar os resultados do segundo trimestre, perspectivas para o setor de carne bovina, confinamentos e estratégias de crescimento.
♦ Os papéis das operadoras de telecom com serviços convergentes podem reagir aos dados da Anatel divulgados ontem e que mostraram que o Brasil terminou julho com 14,802 milhões de domicílios atendidos pelos serviços de TV por assinatura. No mês passado, foram registradas 267,2 mil adições líquidas, crescimento de 1,84% em relação a junho de 2012 e de 31,05% em comparação com julho de 2011. Entre julho de 2011 e julho de 2012 foram registrados 3,506
milhões de novas assinaturas.
♦ Olho ainda nas ações da Iguatemi. O conselho de administração da empresa de shopping centers aprovou a recompra de até 792.554 ações ordinárias, que representam atualmente 1,77% das ações em circulação da companhia. As ações recompradas serão mantidas em tesouraria exclusivamente para fazer frente ao plano de opção de compra de ações da companhia. O prazo para a recompra das ações é de um ano, até o dia 20 de agosto de 2013.
Mercado hoje: Ações avançam com perspectivas sobre Europa e EUA
2012-08-21 10:29:11.608 GMT
Por Josué Leonel e Felipe Frisch
21 de agosto (Bloomberg) — As ações europeias e os índices futuros americanos sobem com a perspectiva de encontros para debater a crise da dívida e de dados que podem mostrar retomada econômica dos EUA nesta semana. Euro e commodities também avançam. Na China, as ações subiram com especulações sobre estímulos econômicos.
Em dia de poucos indicadores, a agenda traz as divulgações de sondagem da CNI e dos estoques petróleo da API nos EUA, além de reunião do Bradesco com analistas. Comgás aprovou contratação de financiamento de R$ 1,14 bilhão com o BNDES.
Às 7:27, este era o desempenho dos principais índices:
*T
MSCI World +0,33% MSCI Asia Pacific +0,41%
Nikkei 225 -0,16% Shanghai SE Composite +0,54%
CAC 40 +0,66% FTSE 100 +0,34%
S&P 500 Future +0,21% Nasdaq 100 Future +0,30%
*T
Hoje a coluna de renda fixa mostra que a decisão do BNDES de quase triplicar sua participação na Suzano sinaliza aos investidores que ainda há espaço para ganhos no rali que levou os títulos da empresa à maior alta em quatro meses
Internacional: Bolsas sobem com perspectivas sobre Europa, EUA
• Ações europeias sobem pelo 3º em quatro dias e recuperam-se da perda de ontem, enquanto os índices futuros americanos avançam, com as expectativas para reuniões que discutirão a crise europeia e de dados que podem mostrar recuperação nos EUA esta semana. Veja notícia.
• “As chances aumentaram” de um acordo na Europa, disse Michael Shaoul, presidente do conselho da Marketfield Asset Management em Nova York. “Ao mesmo tempo em que isto está ocorrendo, dados econômicos nos EUA têm vindo muito melhores”
• Premiê de Luxemburgo e líder do grupo de ministros das finanças europeus, Jean-Claude Juncker, visita a Grécia amanhã, enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, reúnem-se dia 23 em Berlim
• “Pequenas concessões” são possíveis para a Grécia à medida que o país mantenha seus compromissos, disse Norbert Barthle, parlamentar do partido de Merkel.
• Nos EUA, dados esta semana devem mostrar crescimento das vendas de moradias e dos pedidos bens duráveis.
• Ações chinesas tiveram a maior alta em mais de uma semana com otimismo sobre estímulos.
• Euro sobe pelo 2º dia ante o dólar, que perde para todas as 16 principais moedas globais.
• Moedas de exportadores de commodities, como rand e dólares neozelandês e australiano, lideram as altas.
• Cobre sobe com o aumento das importações chinesas do metal, enquanto o petróleo avança na expectativa dos encontros na Europa.
• Soja subiu a recorde e passou de US$ 17 o bushel com importadores correndo para garantir suprimento com receios de que o impacto da seca na produção será maior do que o previsto pelo governo americano.
• Rendimentos dos títulos dos tesouros da Espanha, Itália e Portugal caem, enquanto os dos EUA, Alemanha e França sobem
Agenda do dia: Comgás, CNI, Bradesco encontra analistas
Conselho da Comgás aprovou a contratação de financiamento de R$ 1,14 bilhão junto ao banco de fomento por prazo de oito anos. Os recursos serão usados para expandir e modernizar sua rede de distribuição de gás canalizado, segundo comunicado enviado ao mercado ontem à noite.
PARA ACOMPANHAR:
• Bradesco (BBDC4 BZ) se reúne com analistas, no Rio, às 16:00 • Minerva (BEEF3 BZ) recebe jornalistas em Barretos, SP
• Executivos do setor de energia participam de evento sobre hidroelétricas, a partir das 8:30, em São Paulo
• CNI divulga Sondagem Industrial de julho às 11:00
• O diretor presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, será o entrevistado do Brasil em Pauta a partir das 8:00 para detalhar o programa de governo que destina R$ 133 bi para rodovias e ferrovias
GOVERNO:
• Presidente Dilma Rousseff reúne-se às 10:00 com Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, às 11h30 com o vice-presidente Michel Temer, às 15:00 com Paul Jacobs, presidente do Conselho de Administração e diretor Executivo da Qualcomm Inc., e às 16:00 com Leônidas Cristino, ministro-chefe da Secretaria de Portos
• Ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem reunião no Palácio do Planalto às 10:00
• Presidente do BC, Alexandre Tombini, tem reuniões em Brasília
Empresas em destaque: Vale, Renova, Iguatemi, Suzano, Comgás
• Vale (VALE3 BZ): Lobão disse que solução dos royalties da mineradora deve sair até mês que vem. Brasil está concluindo negociações sobre os royalties, disse Lobão. “Governo não quer prejudicar a Vale”, diz ministro a repórteres em Brasília.
• Renova Energia (RNEW11 BZ) levanta R$ 302,3 milhões em aumento de capital. Foram subscritas 20,7 mi de ações ON, 101.115 ações PN e 3,87 mi de Units, segundo comunicado à CVM. BNDESPar subscreveu 20,7 mi de ON, 98.745 PN e 2 mi de Units. Sobraram
23.388 ON, 39.433 PN e 243.681 Units, que serão totalmente rateadas entre os acionistas que manifestaram interesse na subscrição de sobras.
• Iguatemi (IGTA3 BZ) aprova recompra de até 1% das ações ordinárias. Conselho aprova recompra de até 792.554 ações ordinárias nos próximos 365 dias.
• Suzano (SUZB5 BZ) diz que BNDESPar passou a deter mais de 5% das ações PNA. Posição passou a ser detida após conversão de
537.642 debêntures em 197,9 mi ações.
• EcoRodovias Concessões (ECOR3 BZ) planeja emitir R$ 800 mi em debêntures. Montante poderá ser aumentado em função de exercício de lotes adicionais e suplementares. Emissão será em até 3 séries. Pedido de análise prévia feito à Anbima ontem. Empresa não informou prazo ou remuneração
• Neoenergia (GNAN3B BZ): Acionistas indicam Solange Ribeiro para presidente. Marcelo Corrêa decidiu não continuar no cargo após 31 de agosto. Solange Ribeiro assume presidência interinamente a partir de 1 de setembro
Fechamento de ontem: Bolsa reverte queda; DI sobe com inflação
• Ibovespa fechou em alta, puxado por Vale, revertendo queda registrada mais cedo, enquanto os índices americanos encerraram a sessão em estabilidade, equilibrando receios com a crise europeia e rali nos setores bancário e de tecnologia.
IBOV: +0,34%, para 59.283,09 pontos
• Empresas brasileiras, de JBS a Banco do Brasil, lançaram programas para recomprar até R$ 2,4 bi em ações, maior volume entre os quatro maiores emergentes, depois que os papéis balançaram com a safra de resultados do 2º trimestre abaixo das expectativas.
• Juros: Os juros futuros subiram na maioria dos vencimentos, com receios sobre a inflação após a pesquisa Focus elevar projeção do IPCA e com a prévia do IGP-M acima do esperado. DI Jan 2013: +3 pontos-base, para 7,31%. DI Jan 2014:
+6 pontos-base, para 7,92%
• Câmbio: O dólar fechou em alta ante o real pela primeira vez em quatro dias com apostas de que o BC voltará a baixar os juros mesmo diante da alta da inflação. Dólar: +0,08% para R$
2,0171
A Bovespa até que tentou garantir mais uma semana de alta, com o avanço de mais de 2% na quinta-feira, mas os ganhos recentes e o fim de semana levaram os investidores a embolsar parte deste lucro e a Bolsa encerrou a sexta-feira em queda. Os indicadores nos Estados Unidos e a falta de novidades sobre a zona do euro levaram as bolsas internacionais a fecharem, em sua maioria, com pequena alta.
♦ O Ibovespa encerrou com declínio de 0,61%, aos 59.082,37 pontos. Na semana, a Bolsa acumula queda de 0,33% e interrompeu a sequência de três semanas seguidas de ganhos. Já no mês, a valorização passou para 5,32% e, no ano, para 4,10%. Na mínima, o índice atingiu 58.944 pontos (-0,84%) e, na máxima, 59.822 pontos (+0,63%). O giro financeiro era de R$ 6,680 bilhões.
♦ Vale e Petrobras fecharam em direções distintas na sexta-feira. No caso da mineradora, um experiente operador atribui o recuo das ações à queda do preço do minério, à preocupação com o ritmo de crescimento da China, também a questões jurídicas que envolvem a companhia e ao vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. O papel ON caiu 3,12% e o PNA, -2,81.
♦ As siderúrgicas também fecharam em queda. Gerdau PN caiu 0,69%, Gerdau Metalúrgica recuou 0,39%, Usiminas PNA (-1,00%) e Siderúrgica Nacional ON (-1,11%). Pela manhã, o Instituto Aço Brasil (Iabr) informou que a produção
brasileira de aço bruto registrou queda de 4,1% em julho na comparação com igual mês de 2011, para 3 milhões de toneladas. Já a produção de laminados cresceu 11,5% sobre julho do ano passado, para 2,3 milhões de toneladas.
♦ Já as ações da Petrobras subiram 0,27% a ON e 0,42% a PN.
♦ Nos EUA, pela manhã, foi informado que o índice de indicadores antecedentes do país subiu mais do que o esperado em julho, indicando pequena melhora na economia. De acordo com o Conference Board, a alta foi de 0,4%, depois da queda revisada de 0,4% em junho, antes calculada em -0,3%. Economistas previam alta de 0,2%. Já o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan subiu para 73,6 em meados de agosto, de 72,3 em julho. Analistas esperavam uma leitura de 72,0.
♦ Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com ganho de 0,19%, o S&P 500 também subiu 0,19% e o Nasdaq, +0,46%.
♦ Os investidores encaram esta temporada de fim de verão no Hemisfério Norte com a certeza de que os volumes devem seguir fracos e com muita incerteza sobre os próximos passos de contenção da crise. No início do dia, a informação de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria estudando um plano para criar um teto para os juros dos títulos dos países debilitados da zona do euro ganhou destaque nesta segunda-feira sem dados econômicos relevantes.
Segundo a revista Der Spiegel, o BCE entraria comprando títulos quando as taxas projetadas nos papéis atingissem determinados patamares.
♦ Os yields dos papéis da Itália e Espanha recuaram no início do dia, enquanto as ações européias oscilavam sem força.
♦ Hoje, a Grécia deve pagar 3,8 bilhões de euros ao Banco Central Europeu.
♦ No Brasil, a semana vai ser de muitas discussões e mobilização dos 850 mil servidores públicos federais representados pela Confederação dos Servidores Públicos Federais (Condsef). O governo ofereceu reajuste de 15,8%, parcelado até 2015. Na semana, o IPCA-15 de agosto e a taxa de desemprego fecham os últimos preparativos para o encontro do Comitê de Política Monetária no dia 28 e 29 de agosto. Os dados não devem mudar a certeza de que haverá novo corte de 0,50 ponto porcentual da Selic nesta reunião, mas moldarão as apostas sobre a decisão de outubro.
♦ A agenda econômica dos Estados Unidos desta semana traz como destaque a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (4ª feira). No mesmo dia, saem as vendas de moradias usadas no país. Hoje, a
unidade de Chicago do Fed publica o índice de atividade nacional e, na quinta-feira, é a vez da leitura preliminar de agosto do índice de atividade industrial calculado pelo Markit. A semana traz ainda vendas de moradias novas e o
índice de preços de moradias (5ª feira) e as encomendas de bens duráveis (6ª feira).
♦ Já na safra de balanços, serão publicados os números trimestrais das empresas de tecnologia Dell e Hewlett-Packard.
♦ O auge da agenda econômica na zona do euro está previsto para quinta-feira, quando a Alemanha anuncia o número revisado do PIB no segundo trimestre, além da leitura preliminar de agosto do índice de atividade industrial. França e o bloco monetário como um todo também publicam os dados preliminares de atividade. No mesmo dia, sai também o índice preliminar da confiança do consumidor. Já na China, o HSBC publica o índice preliminar da indústria em agosto, na quarta-feira.
♦ As taxas de retorno ao investidor (yield) dos bônus da Itália e da Espanha caíram para o patamar mais baixo em um mês em meio à especulação de que o BCE pode criar barreiras para que as taxas dos títulos de países fiscalmente
debilitados da zona do euro subam além de determinados níveis. Pouco antes das 6h (de Brasília), o yield dos bônus espanhóis de dois anos caía 24 pontos-base, para 3,14%, enquanto o correspondente italiano recuava 14 pontos-base,
para 2,91%. Por outro lado, o yield dos bônus alemães, que são considerados seguros, subia 7 pontos-base, para 1,56%.
♦ As bolsas da Europa apontam desempenhos assimétricos com os investidores aguardando os potenciais eventos catalisadores da zona do euro nesta semana que vão testar se os investidores estão resistentes em manter estratégias de reposicionamento em ativos de risco.
♦ Os futuros de Nova York indicam uma abertura em leve alta para a sessão regular, após o índice Standard & Poor´s subir na sexta-feira para o nível mais alto desde abril.
♦ O euro exibe ligeiras altas e baixas ante o dólar, com os investidores de olho na série de possíveis catalisadores da moeda única nesta semana, que podem testar a recente resistência da moeda única.
♦ Os contratos futuros do petróleo não apresentam uma direção única, com o Brent subindo, mas o WTI caindo. Entre os metais básicos, destaque para a platina, que segue esticando os ganhos devido a possíveis implicações na produção da commodity por causa tensão na mina da Lonmin na África do Sul.
♦ A Bolsa de Tóquio fechou em ligeira alta de 0,1% hoje, com as ações de exportadoras ainda beneficiadas pela desvalorização do iene. Durante a sessão, o índice Nikkei superou a marca dos 9.200 pontos, no maior nível desde 8 de maio. Os demais mercados da Ásia, contudo, fecharam no campo negativo. A Bolsa de Xangai caiu 0,4%, mas a de Hong Kong fechou praticamente estável, com os mercados na China não recebendo suporte do segundo aumento seguido do preço médio de casas em cidades do país. Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul também encerrou o dia estável. Já a Bolsa de Sydney teve ligeira baixa de 0,13%. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.
Mercado hoje: Reuniões na Europa influenciam ações; DI tem Focus 2012-08-20 10:29:00.371 GMT
Por Josué Leonel e Felipe Frisch
20 de agosto (Bloomberg) — Os juros dos títulos espanhóis caem e as ações europeias sobem com especulações de que os líderes europeus vão avançar em medidas contra a crise. Euro cai pelo 2º dia. Cobre e outros metais recuam com receios de que a China possa adiar o alívio monetário.
Juros futuros podem reagir à pesquisa Focus e à 2ª prévia do IGP-M de agosto. Na semana, saem IPCA-15 no Brasil, dados de moradias e ata do Fed nos EUA e índices PMI na Europa e China.
Moody’s rebaixou Marfrig a B2 e Suzano converterá 1,2 mi de debêntures em ações.
Às 7:25, este era o desempenho dos principais índices:
*T
MSCI World +0,09% MSCI Asia Pacific -0,09%
Nikkei 225 +0,09% Shanghai SE Composite -0,38%
CAC 40 +0,09% FTSE 100 -0,08%
S&P 500 Future +0,12% Nasdaq 100 Future +0,12%
*T
Hoje a coluna de renda fixa mostra que o espírito olímpico está impulsionando os títulos de dívida da Globo Comunicação e Participações SA e aumentando as apostas de que o grupo de mídia com mais recursos em caixa da América Latina vai ganhar com a realização dos dois maiores eventos esportivos do mundo no País.
Internacional: Juro de título espanhol cai antes de reuniões
• Rendimentos dos títulos da Espanha, Itália e Grécia caem, enquanto as taxas das dívidas dos EUA, Alemanha, França e Reino Unido sobem • BCE pode decidir na próxima reunião limites para o juro da dívida de cada país do euro, disse ontem o Der Spiegel, sem informar como obteve a notícia • Presidente francês Francois Hollande e chanceler alemã Angela Merkel vão se reunir em 23 de agosto, enquanto o premiê grego Antonis Samaras irá a Berlim e Paris esta semana • Premiê de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que também comanda grupo de ministros das finanças do euro, discutirá pedido do colega da Grécia para estender por dois anos o programa de ajuste fiscal grego NSN M91SZL6JTSES
Agenda do dia: Pesquisa Focus, 2ª prévia do IGP-M de agosto
O BC divulga sua pesquisa semanal Focus, com projeções do mercado para inflação, dólar, Selic e PIB, às 8:30, em seu website.
PARA ACOMPANHAR:
• Itaú (ITUB4 BZ) se reúne com analistas em Uberlândia, às 19:00
GOVERNO:
• Presidente Dilma Rousseff tem reuniões com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, às 10:00, e com o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, às 15:00 • Ministro da Fazenda, Guido Mantega, retorna a Brasília • Presidente do BC, Alexandre Tombini, tem reuniões no Rio
ECONOMIA
*T
Indicador (horário) Período Expectativa Anterior
8:00 Prévia infl. IGP-M Brasil 19/ago. 1,31% 1,21%
9:30 Atividade Fed Chicago EUA julho – -0,15
15:00 Balança semanal Brasil 19/ago. – 1,098 bi
*T
Empresas em destaque: Marfrig, Petrobras, Suzano, Energisa, HRT
• Marfrig (MRFG3 BZ) rebaixada por Moody’s para B2, com perspectiva estável. Cerca de US$ 1,63 bi de dívida afetada
• Sultepa (SULT4 BZ) propõe adiar pagamento de juros de debêntures. Empresa propôs suspensão dos pagamentos de agosto a dezembro para 30 parcelas a partir de janeiro de 2013
• Suzano (SUZB5 BZ) vai converter 1,2 mi debêntures em 332,9 milhões de ações, sendo 111,5 mi ordinárias e 221,4 mi preferenciais. Capital social será composto por 1,11 bi ações
• Petrobras (PETR4 BZ) encontra óleo no Campo Franco da Bacia de Santos. Descoberta no poço 3BRSA1053RJS ainda não declarada comercialmente viável
• HRT (HRTP3 BZ) encontra gás no bloco SOL-T-191 da Bacia do Solimões. Descoberta no poço ainda não declarada comercialmente viável
• Energisa (ENGI3 BZ) aprova recompra antecipada de títulos perpétuos. Operação pode somar US$ 202 mi
• Agrenco (AGEN11 BZ) disse que contratou uma empresa para atrair investidores institucionais. Agrenco não informou nome da empresa contratada
• Dasa (DASA3 BS): As constantes mudanças na alta administração desde janeiro estão afetando a confiança dos investidores na maior empresa de medicina diagnóstica do País, derrubando as ações enquanto os papéis de seus pares disparam
• Manabi cancelou pedido de oferta pública de ações e GDRs.
Companhia alegou “incertezas econômicas”
Fechamento de sexta: Bolsa tem 1ª queda semanal em 1 mês
• Ibovespa encerrou em queda no dia, na contramão das bolsas americanas e europeias, ainda sob efeito dos balanços do 2º trimestre piores que as expectativas. Foi a 1ª queda semanal do indicador desde 20/7. IBOV: -0,61%, para 59.082,37 pontos
• Juros: Os juros futuros passaram a cair com a percepção de que reação do mercado ao IBC-Br já havia sido antecipada em parte. DI Jan 2013: -3 pontos-base, para 7,28%. DI Jan 2014: -1 ponto-base, para 7,86%
• Fenabrave disse que vendas de veículos subiram 18% na 1ª quinzena de agosto. Total de veículos vendidos foi de 176.379 na 1ª quinzena de agosto deste ano. Alta de 18% se compara à mesma quinzena de 2011, disse Fenabrave dia 17
• Câmbio: O dólar fechou em queda com a melhora de humor externo. Dólar: -0,09%, para R$ 2,0155
• BC ampliou isenção de requerimento de capital a exposição cambial. Data limite foi estendida de 31/08/2012 para 31/12/2013. Isenção se aplica a exposição inferior a 2% do Patrimônio de Referência. Colegiado do BC aprovou medida em reunião em 15/8, divulgou circular dia 17
Indicadores domésticos bons, expectativa de que a Espanha se prepara para pedir um pacote de ajuda e dados mistos nos EUA deram o tom otimista aos negócios. Assim, a Bovespa encostou nos 60 mil pontos e retornou a patamares de três meses atrás. O otimismo atingiu, principalmente, as ações da Petrobras, Vale e os setores de siderurgia e construção.
♦O Ibovespa encerrou com ganho 2,16%, aos 59.445,79 pontos – na mesma pontuação 11 de maio (59.445,21 pontos). Com isso, o ganho no mês chegou a 5,97% e, no ano, em 4,74%. Na semana, o ganho é de apenas 0,28%. Mas caso este cenário se repita amanhã, será a quarta semana seguida de valorização do índice. O giro financeiro somou R$ 6,525 bilhões.
♦Por aqui, logo cedo, o IBGE informou que as vendas do comércio varejista restrito subiram 1,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. O resultado veio acima do teto do intervalo das estimativas do AE Projeções, que iam de uma queda de 1,50% a uma alta de 0,75%. Na comparação com junho de 2011, a alta foi de 9,5.
♦As ações da Petrobras fecharam com valorização de 2,09% a ON e 1,95% a PN, em linha com o comportamento do petróleo no exterior. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em setembro encerrou com ganho de 1,35%, a US$ 95,60 o barril.
♦Já Vale ON avançou 1,38% e a PNA, +1,18%. Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta na sua maioria na London Metal Exchange (LME). Entre as siderúrgicas, Gerdau PN subiu 2,72%, Gerdau Metalúrgica PN (+2,18%), Usiminas PNA (+2,55%) e CSN ON (+4,06%).
♦Entre as empresas do setor de construção, PDG ganhou 10,29%, Gafisa subiu 5,80% e MRV registrou alta de 5,48%, todas figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa.
♦Já o lado negativo foi comandado apenas por três empresas – Ultrapar, Cosan e Vivo -, aliás, as únicas de toda a carteira Ibovespa que fecharam em queda.
♦Na Europa, circularam rumores de que a Espanha se prepara para pedir um pacote de ajuda e de que o Banco Central Europeu (BCE), consequentemente, retomará as compras de títulos soberanos da zona do euro, a fim de reduzir os
custos de financiamento da região. Isso impulsionou os mercados internacionais nesta quinta-feira.
♦Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com avanço de 0,65%, S&P 500 subiu 0,71% e o Nasdaq, +1,04%.
♦Após os primeiros sinais de recuperação da economia brasileira exibidos ontem, com a grata surpresa das vendas no omércio e da geração de emprego com carteira assinada, resta saber se o índice de atividade econômica (IBC) que o anco Central divulga em instantes corrobora essa melhora, ainda que esteja em ritmo moderado.
♦Animado com os dados do IBGE e do Caged, anunciados pela manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou a noite desta quinta-feira que o País vai repetir o “fenômeno de 2008″ e será um dos primeiros a sair da atual crise global.
♦As declarações de apoio à moeda única feitas ontem pela chanceler alemã, Angela Merkel, ajudam a sustentar o sentimento positivo. Mas o fôlego de alta é moderado, já que o mercado financeiro não quer se desapontar mais uma
vez com as principais lideranças europeias.
♦A leitura preliminar em agosto do índice de sentimento do consumidor, calculado pela Universidade de Michigan (10h55), e o índice dos indicadores antecedentes em julho, medido pelo Conference Board (11h), são os destaques da agenda econômica norte-americana desta sexta-feira.
♦As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt exibiam ganhos moderados, entre 0,05% e 0,30%, às 7h47, com os ganhos liderados pelas ações de bancos, montadoras e empresas de tecnologia. Já a mineradora Lonmin cedia ao redor de 6% no mercado londrino, após notícias de que 30 mineradores morreram em uma mina na África do Sul, após confronto entre policiais e grevistas. A companhia disse que dificilmente vai cumprir as metas de resultado do ano. As Bolsas de Madri e de Milão subiam 1,69% e 1,87%, reagindo às declarações de Merkel.
♦O euro subia a US$ 1,2365, de US$ 1,2358 no fim da tarde de ontem em Nova York, encurtando o ritmo de avanço, após reportagem publicada no Daily Telegraph de que a Finlândia estaria se preparando para um possível
rompimento do bloco da moeda única. Porém, o ministro finlandês para assuntos da União Europeia (UE), Alexander Stubb, disse que o país está totalmente comprometido com a zona do euro.
♦As dívidas ruins detidas por bancos espanhóis alcançaram nível recorde de alta em junho e houve novos saques à medida que cresceu a preocupação com a saúde do setor bancário no país.
♦Um aumento nas exportações em junho impulsionou o superávit comercial da zona do euro para € 14,9 bilhões, no maior nível da série histórica iniciada em 1999. Em base anual, as exportações cresceram 12% em junho, superando de
longe o aumento de 2% nas importações.
♦Os contratos futuros das commodities não apresentam uma direção única nesta manhã. Os metais básicos conseguem tirar proveito da fraqueza do dólar, enquanto o petróleo é prejudicado por especulações de que Washington poderá liberar parte das reservas do óleo para amenizar os preços da gasolina.
♦Os mercados asiáticos fecharam o pregão de hoje com sinais variados. A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,8%, no maior nível desde o início de maio, embalada por uma nova desvalorização do iene. Já a Bolsa de Hong Kong subiu 0,8% hoje, mas registrou ligeira baixa na semana. A Bolsa de Xangai subiu apenas 0,1%. A Bolsa de Sydney avançou 0,92%, enquanto a de Seul caiu 0,58%.
♦O exercício de opções sobre ações acontece na próxima segunda-feira, mas o jogo de ‘comprados’ e ‘vendidos’ já deve ganhar força no pregão dessa sexta-feira. Alguma movimentação já foi vista ontem, com a atuação mais firme do
investidor estrangeiro, que acabou favorecendo a alta generalizada das ações do Ibovespa.
♦A volatilidade, assim, pode dar a tônica dos negócios, ainda mais com o final de semana à frente e alguma gordura para queimar do mês de agosto, quando os ganhos já atingem quase 6%. As ações das construtoras são candidatas a
participar da realização de lucros, depois de dias de ganhos fortes, mesmo depois de uma safra de balanços considerada frágil.
♦As blue chips Vale e Petrobras costumam reagir mais aos exercícios, com as ações da estatal do petróleo mostrando mais força nos últimos tempos em razão da gestão Graça Foster à frente da empresa, que lhe garantiu já dois
aumentos de combustíveis e inúmeros boatos no mercado sobre novos aumentos.
♦O mercado também vai ficar de olho no IBC-Br, o índice de atividade econômica que o Banco Central divulga hoje.
♦Investidores também devem ficar atentos as empresas do setor de concessão de rodovia após o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ter afirmado ontem que o governo não tem a intenção de renovar as concessões de
parte das primeiras rodovias que foram cedidas à iniciativa privada durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990.
Por fim, vale lembrar que as ações da PortX Operações Portuárias, empresa do grupo do empresário Eike Batista, serão negociadas pela última vez nesta sexta-feira. No último dia 13 de agosto encerrou-se o prazo para o exercício do direito de recesso pelos acionistas dissidentes da deliberação que aprovou a incorporação da companhia por sua controladora, a MMX Mineração e Metálicos, que não foi exercido por parte de qualquer acionista da empresa. A relação de substituição das ações da PortX por ações da MMX será de 0,5042 ações da MMX para cada ação da PortX.
Mercado hoje: IBC-BR, Tombini, Merkel e dados dos EUA no radar
2012-08-17 10:30:41.843 GMT
Por Josué Leonel e Felipe Frisch
17 de agosto (Bloomberg) — Ações europeias e euro sobem após a chanceler alemã Angela Merkel apoiar as condições do BCE para atuar na crise. Após subir ontem com vendas no varejo e Caged, DI pode reagir ao IBC-BR. Evento em SP hoje terá Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Alexandre Tombini, do BC. Nos EUA, saem dado de confiança e índice de antecedentes.
IPC-Fipe até 15/ago. subiu 0,21%, ante 0,16% no período anterior. LLX teve plano de fechar capital aprovado. Fitch pôs em perspectiva negativa JBS, Brasil Foods e Marfrig. Moody’s pôs OI em revisão para possível rebaixamento.
Às 7:28, este era o desempenho dos principais índices:
*T
MSCI World +0,18% MSCI Asia Pacific +0,31%
Nikkei 225 +0,77% Shanghai SE Composite +0,13%
CAC 40 +0,10% FTSE 100 +0,19%
S&P 500 Future -0,06% Nasdaq 100 Future +0,18%
*T
Hoje a coluna de renda fixa mostra que crescem as apostas entre operadores do mercado de renda fixa de que o BC vai retomar a alta da Selic em 2013, depois que as medidas adotadas pelo governo para reaquecer a economia começaram a fazer efeito.
Internacional: Ações europeias e euro sobem com apoio de Merkel
• Ações europeias sobem, enquanto os índices futuros americanos sinalizam tendência indefinida, após a Alemanha sinalizar apoio ao BCE. Veja notícia NSN M8W7J76JIJWT
• Índice de antecedentes nos EUA 0,2% julho X -0,3% junho, segundo estimativas para dado que sai 11:00
• Superávit comercial área do euro junho: 10,5 bi euros X 6,8 bi maio; est. 5 bi; exportações puxadas por Alemanha, Itália
• “A deterioração econômica nos EUA está sendo abreviada”, disse Juichi Wako, estrategista-sênior da Nomura Holdings Inc.
em Tóquio. “Autoridades da região do euro estão acompanhando o BCE, reduzindo a incerteza”
• Euro tem a 2ª alta contra o dólar e a 5ª ante o iene • Cobre atingiu maior nível em 1 semana em Londres; petróleo cai
• Rendimentos dos títulos do Tesouro americano e dos papéis de 10 anos da Espanha e Itália caem, enquanto as de Alemanha, França e Reino Unido sobem
Agenda do dia: Tombini e Mantega falam em eventos em São Paulo
O presidente do BC, Alexandre Tombini, faz palestra em evento da Fenabrave em São Paulo, às 10:00.
PARA ACOMPANHAR:
• BR Properties (BRPR3 BZ) encontra analistas, às 15:00, em SP
• 2º dia da conferência de commodities de Vale e FGV no Rio
GOVERNO:
• Presidente Dilma Rousseff vai a Maceió, onde participa às 11:30 de evento da Braskem, e retorna à tarde a Brasília • Ministro da Fazenda, Guido Mantega, participa de evento do Banco do Brasil, às 9:30, e tem reunião com o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, às 11:00, ambos em SP
ECONOMIA:
*T
Indicador (horário) Período Expectativa Anterior
8:30 IBC-Br ativ. econ. Brasil junho 0,60% -0,02%
10:55 Confiança Michigan EUA agosto 72,2 72,3
11:00 Indic. antecedentes EUA julho 0,2% -0,3%
*T
Empresas em destaque: LLX, Oi, MPX, Petrobras, JBS, Marfrig, BRF
• LLX (LLXL3 BZ): Acionistas aprovaram plano de fechar capital e BofA Merrill Lynch para fazer laudo de avaliação das ações da empresa
• MPX (MPXE3 BZ): Santander corta preço-alvo por ação em 2012 de R$ 39,20 para R$ 13,07. Novo preço-alvo reflete desdobramento de ações ordinárias na proporção 1 para 3 válido desde ontem. Banco mantém recomendação manutenção
• Empresas OGX, MMX, OSX, MPX e LLX, do bilionário Eike Batista, tiveram no segundo trimestre um prejuízo quase tão grande quanto as perdas em todo o ano passado. Os resultados ameaçam a promessa feita pelo empresário de fechar 2012 no azul.
• Oi (OIBR4 BZ) colocada em revisão pela Moody’s para possível rebaixamento; revisão foi determinada por uma “alavancagem elevada”; aproximadamente US$ 6,8 bi em dívida afetados •• Santander corta preço-alvo de ADR da Oi em 2012 de US$ 16,80 para US$ 5,60. Novo preço-alvo baseado em mudança na relação dos ADR da Oi a partir de 15/ago, de 3-1 para 1-1. Banco mantém recomendação manutenção
• JBS (JBSS3 BZ), Brasil Foods (BRFS3 BZ) e Marfrig (MRFG3 BZ) foram colocadas em perspectiva negativa pela Fitch
• Petrobras (PETR4 BZ) encontra gás no bloco BT-POT-8 da Bacia Potiguar. Descoberta ainda não declarada comercialmente viável; empresa detém 100% do bloco
• Celesc (CLSC6 BZ) disse que Aneel liberou operação comercial da PCH Bandeirante nas unidades geradoras UG1 e UG2
• Cyrela (CYRE3 BZ) aprovou emissão de R$ 400 mi em debêntures de 5 anos junto ao conselho, para investidores qualificados.
Empresa suspendeu recompra de ações até conclusão da emissão
Fechamento de ontem: Bolsa volta a maio com varejo e Caged
• Ibovespa fechou em alta superior a 2%, na maior pontuação desde maio, puxado pelas ações de PDG Realty e Petrobras, após as vendas no varejo mostrarem alta acima de todas as estimativas em junho e o Caged mostrar geração de empregos em julho acima das previsões. IBOV: +2,16%, para 59.445,79 pontos
• Juros: Os juros futuros tiveram a maior alta desde maio nos contratos mais negociados, para janeiro de 2013, com os indicadores da economia brasileira e o receio de impacto na inflação. DI Jan 2013: +6 pontos-base, para 7,31%. DI Jan 2014:
+12 pontos-base, para 7,87%
• Dados comprovam que há recuperação em curso, crescimento vai aumentar paulatinamente e atingir velocidade em torno de 4% ao final do ano, disse Luiz Pereira, dir. de assuntos internacionais do BC, ontem a jornalistas em SP
• Governo continuará implementando medidas para estimular crescimento, disse Mantega em evento em SP ontem à noite. Recuperação da economia já começou, disse ele.
• Presidente Dilma Rousseff pode conceder entre R$ 12 e R$14 bilhões de reajuste aos servidores em 2013, disse uma autoridade do governo familiarizada com as discussões
• Tamanho do reajuste deve ser decidido até fim do mês, quando orçamento para 2013 será enviado ao Congresso, disse a autoridade, que pediu para não ser identificada porque negociações estão em andamento.
• Câmbio: O dólar registrou 2ª queda seguida ante o real com os dados domésticos e a melhora de humor externo. Dólar: – 0,28%, para R$ 2,0173
–Editor: Leonardo Lara
HIGHLIGHTS:
♦ A Bovespa foi na contramão do exterior e fechou em alta na sexta-feira, registrando a segunda semana seguida de valorização (+3,54%). O feito é atribuído a um evento técnico, o vencimento de índice futuro na próxima quarta-feira. Perto do fechamento, os índices em Nova York desaceleraram as perdas e conseguiram migrar para o positivo, o que também contribuiu para impulsionar o Ibovespa no final. Petrobras e Vale também ajudaram.
♦ Dados decepcionantes sobre exportações e importações em julho na China renovaram as preocupações com os rumos da economia mundial e foram responsáveis pela queda do mercado acionário no exterior e também pela mínima do Ibovespa na sexta-feira, durante a manhã.
♦ O Ibovespa encerrou a sessão com valorização de 0,82%, aos 59.280,93 pontos. No mês, a alta é de 5,68% e, no ano, de 4,45%. No pior momento do dia, sob os impactos dos dados da China, o índice atingiu 58.128 pontos (-1,14%) e, na máxima chegou aos 59.365 pontos (+0,97%). O giro financeiro ficou em R$ 6,246 bilhões.
♦ Petrobras, após operar a maior parte da tarde em alta, fechou em direção distinta. O papel ON caiu 0,05% e o PN subiu 0,33%. Já Vale terminou em alta (+0,73% a ON e +0,29% a PNA).
♦ As ações da Gafisa terminaram o dia com ganho de 15,43% e liderou as altas do Ibovespa. Já CSN foi responsável pelo destaque de queda, ao cair 3,38%. No caso da construtora, os papéis reagem ao balanço do segundo trimestre. Já a CSN reflete o rebaixamento da recomendação do papel pelo Credit Suisse.
♦ Em Nova York, o índice Dow Jones terminou com ganho de 0,32%, o S&P 500 subiu 0,22% e o Nasdaq teve leve alta de 0,07%.
♦ Ainda que permaneça certa esperança sobre a adoção de algum estímulo por parte dos principais bancos centrais globais, os investidores estão convencidos de que a situação delicada na zona do euro está contaminando a dinâmica dos principais países do mundo. Tanto que o Bank of America Merrill Lynch cortou a previsão de expansão da China neste ano para 7,7%, citando também fatores internos.
♦ Em contrapartida, o Brasil promete lançar mais um pacote de concessões para aumentar os investimentos e melhorar a taxa de crescimento. Na Europa, a retração de 6,2% do PIB grego entre abril e junho, marcando o quinto ano seguido de recessão do país mediterrâneo, já não é uma surpresa. Porém, o resultado do leilão de bônus da Itália, que conseguiu vender o total planejado, ainda que a um custo de financiamento mais elevado, dá certo suporte aos negócios.
♦ Mesmo assim, as principais bolsas europeias e os índices futuros das Bolsas de Nova York oscilam em uma margem estreita, com ligeiro viés positivo, em meio à temporada de férias de verão no hemisfério norte. Já o euro encontra terreno para subir em relação ao dólar, o que garante tração às commodities. E o ritmo do dia tende a ser mais lateral, diante da agenda econômica esvaziada de hoje. Mas a semana promete ganhar força em termos de indicadores.
♦ Embora esvaziada nesta segunda-feira, a agenda econômica norte-americana está repleta de dados econômicos de relevo ao longo da semana. A começar pela inflação no atacado (PPI) e as vendas no varejo, amanhã. Depois, saem os preços ao consumidor (CPI) e a produção industrial nos EUA, bem como dados regionais de atividade em Nova York e na Filadélfia. Na sexta-feira, é a vez da leitura preliminar do índice de sentimento do consumidor e também do índice dos indicadores antecedentes.
♦ Na safra de balanços, hoje o Groupon divulga seus resultados financeiros, na semana que terá ainda os números trimestrais das varejistas Home Depot e Wal-Mart.
♦ Vários países da Europa divulgam os dados do PIB do segundo trimestre na próxima semana, entre eles Alemanha, França, Holanda, Áustria, Hungria e Portugal, além da leitura preliminar do PIB da zona do euro. Os indicadores alemães apresentados nas pesquisas ZEW e Ifo também são destaques.
♦ A agenda doméstica desta semana prevê a divulgação, na quinta-feira, das vendas do varejo em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
♦ No mesmo dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto e o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da segunda quadrissemana de agosto. Na sexta-feira, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresenta o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana deste mês.
♦ Também estão previstos para esta semana o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de julho e o resultado da arrecadação federal de julho, mas não há confirmação sobre as datas e horários de divulgação.
♦ A economia do Japão cresceu 1,4% no segundo trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado, impulsionada pela demanda doméstica, mas o resultado que veio bem abaixo da expectativa, de +2,7%. Os dados representam o quarto trimestre consecutivo de expansão, embora ainda esteja longe do crescimento considerável de 4,7% visto no primeiro trimestre deste ano. Apesar de os dados terem sido divulgados pouco antes da abertura do mercado, a Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável, em meio à sessão que registrou o menor volume financeiro do ano.
♦ O PIB da Grécia registrou contração de 6,2% entre abril e junho de 2012, em relação a igual período de 2011, marcando o quinto ano seguido de recessão da economia grega. No acumulado deste ano, a retração econômica do país deve ser de 7,0%. De acordo com o primeiro-ministro do país, Antonis Samaras, a Grécia provavelmente não vai voltar ao crescimento até 2014. Por volta das 7 horas, a Bolsa de Atenas subia 0,83%.
♦ O custo de financiamento da Itália subiu levemente no leilão de títulos de 12 meses realizado nesta manhã, mas o Tesouro do país conseguiu vender o total pretendido de € 8,0 bilhões. O yield (retorno ao investidor) médio ficou em 2,767%, acima de 2,697% oferecido no leilão anterior. A relação entre ofertas feitas e aceitas subiu para 1,69, na mesma comparação.
♦ A Alemanha vendeu € 3,770 bilhões em títulos de seis meses (Bubills), com yield médio negativo em 0,0499%, abaixo de 0,0344% no leilão anterior. Foi a menor taxa já registrada em vendas desses papéis. A oferta atraiu demanda de €4,745 bilhões de euros, mas a relação entre ofertas feitas e aceitas caiu a 1,3.
♦ O resultado abaixo do esperado para o PIB do Japão no segundo trimestre soma-se às fracas perspectivas de crescimento para a economia global e impõe um discreto viés de baixa para a abertura das bolsas norte-americanas.
♦ Notícias sobre o aumento das tensões entre Israel e Irã, assim como o fortalecimento do euro, puxam as cotações dos contratos futuros de petróleo nesta manhã.
♦ A maior parte dos principais mercados asiáticos voltou a fechar no campo negativo nesta segunda-feira. As bolsas ainda sofrem com os dados negativos da China, publicados na semana passada, e com as incertezas em relação a
Europa.
♦ Câmbio: Dólar chegou a subir 0,44% após dados da China e reduziu alta no fechamento, com melhora no exterior. Dólar: +0,12% para R$ 2,0157
Fontes: Economática, Agência Estado, BM&FBOVESPA, Bloomberg.
Por Josué Leonel
6 de agosto (Bloomberg) — Ibovespa tem a segunda alta seguida, impulsionado na parte da tarde pelas ações da Petrobras, que voltaram a subir, depois de terem caído mais de 5 por cento na parte da manhã.
Juros futuros sobem na maioria dos contratos de DI com receios sobre a inflação prevalecendo sobre as quedas nas projeções para a Selic e o PIB na Focus. O dólar recua ante o real. No exterior, bolsas sobem e os rendimentos dos títulos europeus caem.
Às 15:41 este era o desempenho dos principais índices:
*T
Ibovespa +2,71% BM&FBovespa Small Cap +1,81%
S&P 500 +0,55% Dow Jones +0,56%
Nasdaq +1,06% IBX 100 +1,96%
*T
Internacional: Ações sobem com empresas; juros soberanos caem
• Bolsas americanas sobem, após fechamento em alta das européias, com balanços melhores que o esperado e após o governo da chanceler Angela Merkel apoiar o plano de compra de títulos do BCE.
• Títulos de dois anos da Espanha e da Itália sobem com especulações de que o BCE comprará papéis de curto prazo para acalmar as turbulências na região
• Rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA e de países europeus estão em queda
• Euro anulou baixa e sobe contra o dólar; outras 12 moedas, incluído o real, também operam em alta, de 16 divisas principais acompanhas pela Bloomberg
• Petróleo e cobre reverteram queda inicial e sustentam alta; grãos caem
Bolsa: Ibovespa tem segunda alta seguida; Petrobras se recupera
• VALE5 e OGXP3 são as que mais fazem pressão positiva
• DASA3 e ELPL4 são as que têm maior pressão negativa • PETR4 em alta de 0,3% após teleconferência, em que executivos falaram sobre necessidade de novos reajustes de combustíveis;
• Graça Foster, presidente da Petrobras, disse que empresa quer paridade de preços de combustíveis com exterior
• Petrobras demonstrou ao seu conselho de administração a necessidade de subir preços;
• Estatal frustrou expectativa e teve prejuízo de R$ 1,35 bi X est. lucro ajustado R$ 2,94 bi
• Eletropaulo chegou a ter hoje a maior baixa em 1 mês após divulgar lucro líq. R$ 56,6 mi 2T12, queda de 78% na comp. anual; est. lucro ajustado R$ 102,4 mi;
• Laep cai 13%; empresa encerrou programa BDR e anuncia oferta para comprar papéis;
• OGXP3 chegou a subir 7,8% na máxima do dia
• Eike Batista deve fechar o capital de outras empresas do seu grupo além da LLX, disse a revista Veja sem dizer como obteve a informação.
Relatório matinal – 02/08/2012
A Bovespa seguiu seus pares no exterior e sucumbiu à realização de lucros ontem, após o discurso frustrante do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Internamente, a queda das ações da Petrobras e da Vale também contribuíram para o desempenho negativo da Bolsa.
♦ Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 1,37%, aos 55.520,40 pontos. Na mínima, o índice atingiu 55.239 pontos (-1,87%) e, na máxima, 56.289 pontos (-0,01%). No mês, a Bolsa passou a cair 1,03% e, no ano, 2,17%. O giro financeiro ficou em R$ 5,601 bilhões.
♦ Após o BCE e o Banco da Inglaterra manterem suas taxas de juros, como esperado pelo mercado, Draghi reiterou seu compromisso com o euro e sugeriu que o BC europeu está pronto para retomar compras de bônus soberanos. Mas ele não deu indicações de quando isso pode acontecer.
♦ Por aqui, os papéis da Petrobras seguiram a performance do petróleo no exterior e caíram. O papel ON recuou 1,18% e o PN, -1,11%. hoje, após o fechamento dos mercados, a petroleira irá informar seu balanço referente ao segundo trimestre do ano.
♦ No mesmo segmento, as ações da OSX fecharam em alta 2,83%, reagindo a rumores de que o empresário Eike Batista pode anunciar também o fechamento do capital desta empresa. Há alguns dias, o empresário anunciou o cancelamento do registro de companhia aberta da LLX.
♦ Já Vale PN fechou com declínio de 1,71% e a PNA, -1,29%. As ações são influenciadas por informações sobre a cobrança do Departamento Nacional de Produção Nacional (DNPM) feita à Vale, da Compensação Financeira pela Exploração
Mineral (CFEM), conhecida como os royalties da mineração. Segundo fonte ouvida pela repórter Fernanda Guimarães, a conta foi reduzida para R$ 4 bilhões. O mercado esperava uma redução maior do que a anunciada.
♦ Do lado positivo, o destaque de alta do índice foram as ações da Localiza (+4,72%).
♦ Em Nova York, o índice Dow Jones terminou com queda de 0,71%, o S&P500 cedeu 0,74% e o Nasdaq caiu 0,36%.
♦ Os mercados internacionais dão a volta por cima após a decepção com a falta de ação imediata por parte dos bancos centrais dos Estados Unidos (Federal Reserve) e da Europa (BCE), nesta semana, e deslocam as atenções desta sextafeira para o relatório oficial do mercado de trabalho norte-americano (payroll), que será divulgado às 9h30. O
documento pode calibrar as expectativas dos investidores quanto a uma eventual nova medida de estímulo monetário pelo Fed, talvez em setembro.
♦ O colegiado comandado por Bem Bernanke já sinalizou que é a situação do emprego nos EUA que deverá definir quanto à necessidade de injeção de liquidez nos negócios no curto prazo. À espera desses números, os índices futuros das Bolsas de Nova York e as principais bolsas europeias eram negociados nas pontuações máximas da manhã, pouco antes das 8 horas, o que embalava ainda o euro e as commodities.
♦ O destaque ficou para o PMI na Espanha, que contrariou a previsão de queda e subiu em julho. Os investidores também fazem uma segunda leitura das declarações de Mario Draghi e migram o foco para o retorno (yields) dos bônus de dois anos, após o presidente do BCE ter dito que qualquer compra adicional de papéis para combater a crise da zona do euro estaria concentrada nos títulos de curto prazo.
♦ Há pouco, o yield dos bônus de 10 anos da Espanha caía abaixo de 7% e o de dois anos perdia cerca de 0,5 ponto porcentual.
♦ O número de postos de trabalho criados em julho nos EUA é o grande destaque da agenda econômica norteamericana. Conhecido como payroll, o dado será divulgado às 9h30 e a previsão é de abertura de 95 mil vagas, com a taxa de desemprego permanecendo em 8,2%. Às 11 horas, é a vez do índice ISM de atividade no setor de serviços no mês passado, que deve ter ligeira baixa a 52,0, de 52,1 em junho.
♦ Os índices futuros de Nova York operam em alta e sinalizam, por ora, uma abertura de ganhos para as principais bolsas norte-americanas. A expectativa dos investidores, após as decepções causadas pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Banco Central Europeu (BCE), concentram-se agora sobre o relatório oficial do mercado de trabalho dos EUA
(payroll), que será divulgado logo mais. No jogo em que ninguém quer perder, se os dados vierem positivos, a visão dos agentes é que a gradual recuperação da economia dos EUA continua, estimulando compras. Se os dados decepcionarem, sinalizarão que o Fed pode adotar, já em setembro, ações para estimular a economia norte-americana,
o que também leva os investidores às compras.
♦ A leitura final do índice PMI composto da zona do euro subiu a 46,5 em julho, de 46,4 em junho, acima da leitura preliminar do mês passado.
♦ As vendas no varejo da zona do euro cresceram 0,1% em junho ante maio, na segunda alta mensal seguida, contrariando a previsão de queda de 0,1%.
♦ A atividade econômica no Reino Unido teve contração pela primeira vez em mais de três anos no mês passado. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto caiu para 49,5 em julho, de 51,1 em junho – no menor patamar desde abril de 2009.
♦ Os contratos futuros de petróleo recuperam parte das perdas registradas após a decepção com o Banco Central Europeu. A oferta apertada na Europa e as tensões no Oriente Médio colaboram para sustentar os preços.
♦ O índice PMI oficial do setor de serviços na China caiu a 55,6 em julho, de 56,7 em junho, arrastado pelo fraco desempenho do setor imobiliário.
♦ As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, em meio à decepção com a ausência de medidas para amenizar a crise de dívida na zona do euro por parte do Banco Central Europeu. A única exceção foi a
China, onde as principais bolsas reagiram em alta às expectativas de que Pequim irá introduzir novas medidas para estimular o mercado.
♦ Além de Petrobras, também divulgarão balanços após o fechamento do mercado hoje AES Tietê e Eletropaulo. Mas os investidores terão os números de Fleury, Marisa e Cetip a repercutir, conhecidos na noite de ontem.
♦ A rede de laboratórios Fleury registrou lucro de R$ 32 milhões no segundo trimestre, resultado que encolheu 3,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda atingiu R$ 82 milhões (+ 58,5%) e a receita líquida R$ 374 milhões (52,9%).
♦ A Marisa Lojas encerrou o segundo trimestre de 2012 com lucro líquido consolidado de R$ 47,6 milhões, o que representa uma queda de 33,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida avançou 9,6% na mesma base de comparação para R$ 693,5 milhões.
♦ A Cetip, maior depositária de títulos privados da América Latina e maior câmara de ativos privados do Brasil, registrou lucro líquido ajustado de R$ 102,1 milhões no segundo trimestre, resultado que mostrou expansão de 5,7% na comparação com igual intervalo de 2011.
♦ Atenção ainda às ações das operadoras de telefonia. Ontem, a Anatel anunciou a liberação de vendas da TIM, Oi e Claro a partir de hoje. Além disso, o conselho diretor do órgão aprovou alterações no ‘Regulamento de Fiscalização’ do órgão com o objetivo de garantir “maior eficiência” e “celeridade” à ação fiscalizatória da Agência.
Mercado hoje: Dólar cai, bolsas e DI sobem com emprego nos EUA
2012-08-03 13:51:31.141 GMT
Por Josué Leonel
3 de agosto (Bloomberg) — O dólar cai, enquanto os juros futuros sobem, após dado de emprego americano amenizar os receios com a crise externa. O Ibovespa se valoriza puxado por empresas ligadas a commodities. Petrobras divulga balanço após o fechamento do mercado, que pode mostrar queda do lucro para R$ 3,37 bi, segundo analistas.
No exterior, ações europeias e americanas avançam com a geração de emprego superior ao previsto nos EUA. Commodities, euro e moedas de países exportadores de produtos básicos também se valorizam. Juros dos títulos da Espanha e Itália caem.
Às 10:49, este era o desempenho dos principais índices:
*T
Ibovespa +2,50% MSCI World +1,68%
S&P 500 +1,59% Dow Jones +1,43%
CAC 40 +3,27% FTSE 100 +1,99%
*T
Internacional: Ações sobem, juro de títulos espanhóis recua
• Ações europeias e índices futuros americanos sobem após o relatório do mercado de trabalho nos EUA.
• Geração emprego EUA julho 163.000 X anterior revisado 64.000; est. 100.000.
• Taxa desemprego EUA julho 8,3% X anterior 8,2%; est. 8,2%
• Stoxx 600 teve ontem maior queda em mais de 1 semana após o BCE ter fracassado em restaurar confiança dos investidores em uma solução imediata para a crise europeia
• Ações na China tiveram maior alta em mais de 5 semanas após o país cortar em 20% a taxa para operações com ações
• Euro e a maioria das 16 principais moedas do mundo sobem ante o dólar; Rand e o peso mexicano entre maiores altas
• Petróleo e cobre avançam em NY após dado de emprego.
• Rendimentos dos títulos dos tesouros dos EUA, Alemanha, França e Reino Unido sobem, enquanto as taxas da Espanha e Itália caem
Bolsa: Ibovespa tem 3ª alta na semana e anula perda semanal
• VALE5, ITUB4 e PETR4 são as que mais contribuem para alta
• VAGR3 e LLXL3 são as que mais fazem pressão negativa
• Petrobras divulga resultado do segundo trimestre após o fechamento do mercado; est. R$ 3,37 bi ant. R$ 10,9 bi
• Anatel liberou vendas da Oi, Claro e Tim a partir de hoje
Juros: DI sobe com dado nos EUA amenizando receios no exterior
• DI jan/13 inalterado a 7,34%; DI jan/14 sobe 4 pontos, para 7,76% após dado de emprego nos EUA amenizar os receios de que a crise europeia gere uma desaceleração da economia global
• Índice HSBC PMI de serviços no Brasil julho -4,1 para 48,9 X
53 em junho e 53,7 julho 2011
Relatório matinal – Corretora Magliano 27/07/2012
HIGHLIGHTS:
♦A ampliação do otimismo no exterior no final dos negócios fez a Bovespa intensificar os ganhos, voltar para o nível dos 54 mil pontos e romper a sequência de quatro quedas seguidas. Assim como pela manhã, o bom humor foi ditado pela percepção de que os governos globais estão dispostos a dar suporte ao crescimento econômico. Dados melhores que o esperado nos EUA também contribuíram com o cenário mais favorável. Os papéis da Vale, que operaram em queda durante toda a manhã, reverteram o movimento no meio da tarde, também embalados pela melhora externa. Tecnicamente, o mercado também destacou o nível que o papel atingiu como atrativo para compra.
♦Com isso, o Ibovespa encerrou com ganho de 2,65% – a maior alta porcentual do mês, aos 54.002,72 pontos. Com a valorização de ontem, as perdas da Bolsa na semana, no mês e, no ano, foram reduzidas para -0,35%, -0,65% e -4,85%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 52.638 pontos (+0,06%) e, na máxima 54.126 pontos (+2,89%). O giro financeiro ficou em R$ 6,775 bilhões.
♦O papel ON da mineradora encerrou com ganho de 1,23% e o PNA, +0,77%. As siderúrgicas também tiveram bom desempenho ontem, acompanhando a alta dos metais no exterior. Gerdau PN (+3,59%), Gerdau Metalúrgica (+3,58%), Usiminas PNA (5,11%). Já Siderúrgica Nacional foi na contramão (-0,96%).
♦Petrobras também seguiu o petróleo lá fora e subiu. A ação ON avançou 1,02% e a PN, +1,37%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em setembro terminou com alta de 0,47%, a US$ 89,39 o barril.
♦O bom humor contaminou quase 100% das 68 ações que compõem o Ibovespa. Apenas, sete terminaram no vermelho. Entre elas, Cielo ON que liderou as perdas (-2,62%), seguida de Dasa ON (-2,16%) e Eletrobras ON (-0,98%). Esta última, aliás, caiu sob notícia de que a Petrobras irá cobrar uma dívida de R$ 2,4 bilhões que a empresa de energia elétrica tem com ela.
♦No exterior, os comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE) detonaram uma onda otimista. Mario Draghi, durante discurso em Londres, garantiu que o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro, que a moeda comum é irreversível e que isso não são palavras vazias.
♦Nos EUA, dados melhores do que o esperado também ajudaram a dar uma trégua no pessimismo e levaram as bolsas para o azul. O índice Dow Jones fechou com ganho de 1,67%, o S&P 500 subiu 1,65% e o Nasdaq, +1,37%.
♦Enquanto o entusiasmo dos mercados internacionais com as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ontem, já se dissipou e, no lugar, está a expectativa pelos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no trimestre passado, o comandante da política monetária brasileira, Alexandre Tombini, mandou novos recados aos agentes financeiros domésticos. Entre outras coisas, ele disse que, nas próximas semanas, devem ser anunciadas reformas para ampliar a competitividade do País, que precisa ser elevada, e reafirmou a prontidão do BC para assegurar que o mercado cambial funcione apropriadamente.
♦Essas afirmações podem provocar ajustes técnicos na cotação do dólar em relação ao real e também na curva futura de juros, mas os investidores globais hoje só tem olhos para o dado sobre a maior economia do mundo. Se o PIB norte-americano crescer abaixo dos 1,3% esperados entre abril e junho, na taxa anualizada, o efeito negativo que isso deveria ter pode ser neutralizado pelo crescimento das apostas de uma ação do Federal Reserve no curto prazo, injetando novos estímulos.
♦Em meio a essa expectativa, os índices futuros de Nova York sobem e o dólar cai ante o euro.
♦Na esteira desse otimismo renovado, as commodities também avançam.
♦A estimativa preliminar do PIB dos EUA no segundo trimestre deste ano é o grande destaque da agenda econômica hoje. No primeiro trimestre, a taxa anualizada mostrou alta de 1,9%, na mesma comparação. Ainda nos EUA, às 10h55, sai o índice revisado do sentimento do consumidor norte-americano e a previsão é de manutenção da leitura preliminar, em 72,0. Na safra de balanços, saem os resultados financeiros da Chevron e da Pilgrim’s Pride, entre outros.
♦O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, reúne-se com representantes da Troica – formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a União Europeia (UE), em Atenas, no encerramento da visita de quatro dias ao país.
♦O Banco Central Europeu (BCE) está preparando uma ação coordenada com os países europeus, segundo informações do jornal francês Le Monde. O objetivo do plano é conter o aumento dos yields (retorno ao investidor) dos bônus da Espanha e da Itália, que estão tornando cada vez mais difícil para os dois governos se financiarem sozinhos nos mercados. De acordo com fontes citadas pelo jornal, inicialmente a ideia é acionar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) ou o fundo que a sucederá em setembro, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM), para que comprem no mercado primário dívida emitida por Madri ou Roma. Depois disso, o BCE retomará
seu programa de compra de bônus no mercado secundário.
♦O Banco Central da Alemanha (Bundesbank) segue se opondo a mais compras de bônus soberanos pelo BCE, mas não é contra o uso do fundo de resgate temporário da zona do euro, a fim de reduzir os custos de financiamento dos governos.
♦A União Europeia deu um OK temporário à ajuda financeira aos bancos gregos Piraeus, Alpha e Banco Nacional da Grécia. Por volta das 8 horas, a Bolsa de Atenas subia 0,60%.
♦A taxa de desemprego na Espanha atingiu novo recorde no segundo trimestre deste ano, a 24,63%, acima de 24,44% no trimestre anterior.
♦A expectativa pelos números do PIB nos EUA mantém o dólar pressionado, diante da possibilidade de mais afrouxo monetário no país, o que sustenta o rali das commodities. Pouco depois das 8 horas, o contrato futuro do petróleo WTI para setembro subia 0,40%, a US$ 89,75 por barril.
♦Os comentários de Draghi também embalaram os mercados na Ásia, na esteira dos ganhos das bolsas no Ocidente. A Bolsa de Tóquio avançou 1,5%, estimulada pelas ações das principais exportadoras nipônicas. A afirmação de que o BCE fará o que for necessário para preservar o euro também alavancou os demais mercados da região. A Bolsa de Hong Kong cresceu 2,0%, mas acumulou queda de 1,9% na semana. Na Coreia do Sul e na Austrália, as bolsas ganharam 2,62% e 1,50%, respectivamente. Já a Bolsa de Xangai fechou estável, com a ausência de novos sinais sobre a economia doméstica.
♦Depois de um dia agitado no mercado ontem, com teleconferências de peso para repercutir, os investidores têm um dia mais tranquilo
nesta sexta-feira. Um dos balanços divulgados após o fechamento do mercado ontem e que podem concentrar atenções hoje é o de
Odontoprev. Mas também abriram números OSX, NET, Santos Brasil, Tractebel e Grendene. Na manhã de hoje, apresentam o relatório do
segundo trimestre Duratex e Equatorial, e, à noite, M.Dias Branco também fará o mesmo.
♦A Grendene anunciou lucro de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre desse ano, alta de 61,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses do ano, o lucro da empresa soma R$ 141,5 milhões, alta de 41% em relação a igual período de 2011. O Ebitda atingiu R$ 39,5 milhões de abril a junho, crescimento de 246,5% em relação a um ano atrás, com margem de 12%, enquanto a receita líquida subiu 35,2%, para R$ 330,5 milhões.
♦A OSX, companhia do empresário Eike Batista, encerrou o segundo trimestre de 2012 com prejuízo líquido de R$ 6,316 milhões, 42% menor que o prejuízo de R$ 10,949 milhões apurado em igual período do ano passado. O prejuízo atribuído somente ao acionista controlador foi de R$ 5,128 milhões, 53% menor. A receita de venda de bens e serviços somou R$ 93,965 milhões entre abril e junho de 2012, alta de 270%.O Ebitda consolidado atingiu R$ 15,1 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 16,5 milhões registrado no segundo trimestre de 2011.
♦Já a Tractebel Energia teve lucro líquido de R$ 344,4 milhões no segundo trimestre deste ano, valor 4% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda alcançou R$ 779,9 milhões no período (+7,5% ante o segundo trimestre de 2011), a margem Ebitda ficou em 65,3%, 3,3 pontos porcentuais abaixo da margem verificada no mesmo trimestre de 2011, e a receita líquida de vendas totalizou R$ 1,194 bilhão (+12,9%).
♦No caso da Santos Brasil, o lucro atingiu R$ 60,2 milhões no segundo trimestre, com alta de 50,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda atingiu R$ 143,8 milhões (+24,2%).
♦A Bradespar anunciou ontem que fará recompra de 1,5 milhão de papéis de própria emissão, sendo 500 mil ordinários e 1 milhão preferenciais, para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, mantendo as mesmas quantidades, sem redução do Capital Social. Segundo a empresa, a recompra ocorrerá durante seis meses, de 31.7.2012 a 31.1.2013.
♦Já a São Martinho realiza hoje, às 11 horas, Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, para deliberar sobre aumento de capital social da companhia no valor de R$ 158.250.000,00, sem emissão de novas ações ordinárias nominativas e sem valor nominal. Esse aumento será integralizado mediante capitalização de reserva de investimento.
Câmbio: Dólar tem 2ª baixa semanal com especulação sobre BCE
2012-07-27 12:10:38.762 GMT
Por Josué Leonel
27 de julho (Bloomberg) — Dólar cai 0,02% para R$ 2,0208, com baixa semanal de 0,2%, com notícia sobre atuação do BCE para conter a crise da dívida europeia reduzindo a aversão ao risco • No exterior, o euro tem 1ª alta semanal em 4 semanas e ações europeias avançam após o jornal Le Monde dizer que o BCE prepara a compra de títulos da Espanha e Itália.
• Apreciação do real pode ser limitada porque o governo tem dado sinais de que não quer um dólar abaixo de R$ 2, disse Carvalho • Fed, BCE e BoE fazem reuniões de política monetária semana que vem • Ontem, dólar teve sua 2ª queda, após o pres. do BCE, Mario Draghi, dizer que fará o que for possível para salvar o euro depois das declarações de Draghi











